- Percepção sobre a estrutura
- Como essa percepção influência na experiência proposta
- Significado / importância pessoal atrelada ao jardim ou ao museu
- Expectativas sobre o jardim sensorial pelo seu nome (cumpre ou não?)
- Possibilidade de uso dos sentidos na experiência
- Quais são as características mais marcantes do espaço físico do jardim?
- Quis foram as percepções sensoriais mais marcantes durante a visita ao jardim?
- O jardim sensorial apresenta algum tipo de importância interpessoal para você? QUAL*
- O que o jardim sensorial significa para você no contexto do museu?
- As expectativas pré-estabelecidas antes da visita foram cumpridas? QUAIS*
- O que a possibilidade de experimentar os sentidos no jardim influência na visita? SUBJETIVAR (qual foi a percepção no contexto do museu)
- Diferença sensorial do espaço (museu x jardim)
De forma geral atrair ! ENUNCIADO
resultados da entrevista
Entrevistado 1: Flavia Santos Faria, 43 anos, trabalha no museu 2007, bióloga com cargo administrativo.
-Participou da fundação do jardim sensorial como projeto de acessibilidade para deficientes visuais -Espaço do jardim é um espaço reaproveitado para dar função àquele local
-Não acha o espaço “bonito” necessariamente, porém entende ele como funcional para o objetivo proposto
-Os usos gerais das pessoas do espaço são relacionados às plantas cultivadas e as interações e usos que promovem
-Não entende a localização do jardim como boa no espaço geral do museu, sendo ele “escondido”, que se não for divulgado as pessoas não o visitam tanto
-Não tem laços pessoais ou vínculos afetivos com o espaço apesar de ter participado da fundação do jardim, entende o museu todo como ambiente de trabalho e gosta de todas as áreas como tal
Entrevistado 2: Pedro, 16 anos, estudante do segundo ano do ensino médio no colégio Tiradentes, morador da região da Pampulha.
-Estava no museu por visita da escola através de excursão com foco em outros espaços fora do jardim sensorial
-No geral entende o ambiente do museu como um local de bem estar pessoal
-Acha a localização do museu acessível por ser abundante em transporte público principalmente
-Não entende o museu como algo muito divulgado e conhecido pelo público geral, não havia ouvido falar antes da excursão
-Tem relação vinda da família de interação e apreciação por plantas em geral então sentiu conforto e tranquilidade inicialmente sobre o jardim
-Como impressões iniciais de ações no espaço do jardim, procuraria apreciar as plantas, interagir e contemplar
-Valoriza a conservação da cultura de preservação no lugar
-Possui laços afetivos com o local por remeter à cultura familiar citada de interesse pela flora
Entrevistado 3: Gabriel, assistente administrativo do setor educativo do museu desde 2015, formado em história na UFMG
-O jardim possuiu duas modalidades de visitação, livre ou guiada vendada
-Vários aproveitamentos do espaço adjacente ao jardim (orquidário, local de exposições temporárias, horta de mudas)
-O jardim liga-se com o museu através do trabalho da ideia do jardim botânico, que também é foco do MHNJB, por meio das interações diversas e oficinas, fazendo uma experiência imersiva no espaço como um todo
-Entende o jardim como um espaço bastante procurado pela visitação, também por fazer parte do circuito de visitação do jardim botânico
-Tem como laço pessoal com o espaço a relação com o cultivo das mudas em casa e no jardim
-O jardim demanda bastante manutenção, sendo feita diariamente por jardineiros designados especificamente ao local, com cooperação do setor educativo para que não haja extrapolação do contato proposto pelo jardim
Entrevistado 4: Larissa, 25 anos, arqueóloga do museu
-Começou a frequentar o museu ainda quando estava na graduação.
-Apesar de não ter frequentado nenhuma oficina no Jardim sensorial, ela considera bastante válido a proposta de poder conhecer o espaço por meio dos sentidos, rompendo com a lógica convencional.
-Relatou que se viesse ao espaço com o intuito de visitar, gostaria de explorar o lugar e que tivesse lugares para sentar.
-Relatou que o espaço remete um contato maior com a natureza, por proporcionar atividades práticas ligadas diretamente com a terra, recordando a imagem de "sítio". Segundo ela, o espaço relembra um pouco a infância por proporcionar uma experimentação da natureza e por relembrar algumas vivências ao longo da sua história, em espaços como a roça.
-Acredita que a localização do Jardim é bem escondida, dificultando a descoberta do espaço a primeira vista, se tratando dos visitantes autônomos. Com relação aos visitantes que vem ao museu por meio de excursão, não ocorre tanto esse prejuízo de conhecimento do espaço, pelo fato das suas visitas serem guiadas pelas pessoas do educativo.
Entrevistado 5: Maria Júlia, 20 anos, aluna do 3° período do curso "Ciências Socioambientais"
-Conheceu o museu quando foi selecionada no edital para trabalhar na instituição.
-Acredita válida a prática realizada no espaço, por permitir a experimentação e por promover a relação entre a natureza e sociedade.
-Os idosos também frequenta bastante o lugar, com o intuito de conhecer o benefício das plantas presentes nele.
-Relata que o espaço retoma a educação cultural, na qual cada indivíduo reconhece os benefícios das plantas, de acordo com os conhecimentos tradicionais, passado de geração a geração.
-Acredita que o espaço traz um conforto para os funcionários do museu, além de possibilita o consumo e a apropriação das plantas dispostas no local.
-Quando se tornou o instituto agronômico, houve um reflorestamento do espaço. O jardim sensorial dispõe de plantas conhecidas localmente. Acredita que o jardim visa trabalhar um vínculo social/afetivo.
-Acredita que o espaço remete um valor da agricultura tradicional, fazendo alusão a imagem de "horta", na qual ela lembra sobre os ensinamentos da mãe sobre como realizar as práticas de cultivo das plantas. (Acredita que tem um valor emocional)
-Acredita que o espaço ficará pacato com a vota da exposição da arqueologia, localizada de frente. Acredita que ao designar o termo "jardim sensorial", cria-se a imagem de um espaço com experiências ilusória (mais tecnológica, diferente da realidade presente no dia a dia), frustrando um pouco a expectativas de algumas pessoas. Por isso, segundo ela, o espaço não recebe tanta atenção em muitos casos.
Entrevistado 6: Sérgio Almeida de Melo, 49 anos, engenheiro
-Relatou que conhece o museu a bastante tempo e que frequentemente vai ao espaço com os filhos.
-Está bem decepcionado as condições atuais do museu, quando relembra sua aparência no passado.
-Relatou ter crescido em um meio rural, sendo assim, o cheio, o gosto, são elementos que retomam lembranças da infância. Falou que algumas ervas vistas no local, ele desconhecia a origem e o benefício, justificando a importância do jardim para adquirir conhecimentos práticos.
-Acredita que o espaço tem um grande potencial, que deixa a desejar devido a ausência de uma atenção no desenvolvimento das práticas. Segundo ele, deve-se ter um acompanhamento mais frequente para fixação dos ensinamentos passados. Não acredita ser tão válido deixar o espaço tão livre para a exploração.
-Acredita que a localização do local é pouco acessível, elevados preços para o acesso, não tem visibilidade e promoção.
-Mesmo tendo uma relação com as práticas tradicionais, relatou não passar esse conhecimento aos filhos, ficando restrito ao consumo dos produtos industrializados.
Entrevistado 7: Geraldo, jardineiro do MHNJB
-Durante a manutenção no dia a dia são dispostas placas orientando sobre a preservação das plantas, quando estou passando por um processo de plantio. Mas de forma geral, as plantas ficam dispostas para serem exploradas, sem muitas restrições.
-É um espaço que fomenta a prática experimental.
-O conhecimento da cultivação foi adquirido por ensinamentos familiares.
Entrevistado 8: Deveniu, 62 anos, jardineiro do MHNJB
-Trabalha na parte de plantas medicinais (planta, replanta, coloca na estufa, seca e repassa para utilização em laboratório para a produção de remédios).
-O conhecimento de jardinagem foi adquirido por meio dos ensinamentos da mãe.
-As pessoas comem, cheiram, as plantas.

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