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atividade da 1° aula

UFMG

Fundamentação para o Projeto de Arquitetura e Urbanismo I
Ateliê Integrado de Arquitetura (AIA)

Aluno: Eduardo Ferreira Selga
Matrícula: 2020012337

Apresentação:

 Me chamo Eduardo, tenho 19 anos e sou de Vitória, Espírito Santo. 

Apresentação do objeto:

 O objeto que eu apresentei em sala foi um cinzeiro de cerâmica feito por uma artista capixaba para compor a imagem visual e o merchandising da banda Maré Tardia. O objeto em si tem um significado tanto sentimental quanto nostálgico para mim, uma vez que remonta a momentos vividos em minha cidade natal escutando músicas da banda e também por conhecer pessoalmente e ter vínculos tanto com a artista da peça de cerâmica tanto com os integrantes da banda. Além disso, o cinzeiro, por ser um instrumento utilizado para depositar cinzas e não deixa-las que se espalhem e degradem o ambiente, me causa uma certa identificação pelo fato de ser uma pessoa que procura sempre manter as adversidades o mais controladas e fáceis de serem resolvidas possível. 

Texto individual sobre o texto de Flusser:

 O autor, na segunda metade do texto, propõe um panorama histórico das transformações pelas quais a ciência e suas determinadas metodologias passaram ao longo dos três últimos séculos. O século XIX, segundo Flusser, permitiu que as ciências, tanto as exatas quanto as inexatas, se tornassem incapazes de progredir sem a interferência dos aparelhos ideológicos concebidos por uma certa elite científica que estava sempre a frente destas produções de conhecimento. No sécuo XX, por sua vez, esses tais aparelhos ideológicos já se encontravam fora do controle humano, de modo que, agora, no século XXI, verificam-se ações que buscam estabelecer um determinada autonomia na produção científica. Essa autonomia seria, de acorod com Flusser, "a meta da Revolução" na qual a humanidade está empenhada para se livrar dos valores impregnados no fazer científico. Flusser defende que desvincular a cultura e suas respectivas instituições dos processos do fazer científico é a tarefa central que livrará o homem (então objeto) de sua própria humanidade e dessa maneira, reverter a relação de dependência estabelecida entre o homem (pesquisador/a) e seu objeto de estudo. 

Trecho individual sobre o objeto da dupla:

 O canivete, possuindo várias facetas com diversas possibilidades de utilização, é capaz de determinar e filtrar que determinados comportamentos e atitudes serão escolhidos em cada determinada situação. O canivete, por ser uma ferramenta que pode ser utilizada tanto como um instrumento de utilidades básicas (como os talheres, abridores e anzóis), tanto como um instrumento de ataque e/ou defesa pessoal (pelas partes mais afiadas dos diferentes tipos de facas) determina a versatilidade do sujeito, influenciando a maneira com que o indivíduo se porto em situações diversas.

Trecho com ampliação da formulação em dupla sobre os objetos dialogando com o texto de Flusser e o filme O dilema das redes: 
 
O filme O dilema das redes e o texto de Flusser tem em comum a denuncia de um elemento de manipulação que é capaz de interferir decisivamente nas decisões e nos rumos da sociedade moderna. Enquanto Flusser afirma que há nas ciências um aparato ideológico imbricado em suas metodologias que dominam as produções científicas e os ideais que rondam tais produções, o filme da Netflix aponta os instrumentos que os novos softwares tem utilizado para controlar e limitar que tipos de informações são enviadas para cada usuário de acordo com seu perfil traçado pelos próprios softwares a partir da análise de banco de dados. A partir disso, entende-se que existe, certamente, um enviesamento e um propósito (quase sempre lucrativo, direta ou indiretamente, e/ou de poder ideológico) por trás de instrumentos que exercem significativa importância na sociedade moderna, como são a ciência e a tecnologia. O significado atribuído a objetos e a capacidade de identificação gerada a partir dessa significação é, assim como afirma Flusser, resultado da impregnação da cultura nesses elementos, no caso o canivete, como foi explicado no trecho anterior, mas também nas tecnologias e no modo como essas se designam para operar na sociedade. Dessa maneira, o canivete só é capaz de causar um sentimento de identificação no sujeito a partir do momento que são atribuídos a este significados e razões que dizem respeito as normas e instituições culturais do ambiente no qual aquele determinado objeto foi entendido. 


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