dinâmica de sintegração feita na aula do dia 30 de maio
a experiência
A dinâmica das discussões foram muito produtivas e interessantes para relacionar diversos assuntos diferentes em uma única discussão. Pude reparar que nas rodadas finais, os assuntos dos diferentes grupos e de diferentes rodadas estavam também sendo tratados na sala/discussão da vez, fazendo a experiência de sintegração funcionar e fluir com muito êxito com todos os participantes do grupo.
rodada 1
sala 4 (discussão das diferenças entre as lógicas causalísticas, finalísticas e programáticas)
Por meio dessa discussão, o grupo trouxe diversas informações e exemplos das características que permeiam essas três lógicas. A lógica causalística foi definida como uma lógica que se sujeita a alguma norma, podendo esta ser ou não de ordem cosmológica e/ou divina, e que pode estar associada a aspectos religiosos, astrológicos, a destinos pré-estabelecidos, etc. Sobre a lógica finalística, a discussão girou muito bem em torno da discrição positivista e desenvolvimentista que o enunciado trouxe para caracteriza-la, além de analisarmos esses dois termos (desenvolvimento e progresso) como nem sempre sendo termos positivos, isto é, que nem sempre o progresso e o desenvolvimento, dependendo da lógica que estão inseridos, trazem aspectos positivos para a sociedade.
rodada 2
sala ? (discussão dos conceitos e dos possíveis graus de interatividade)
Nessa segunda discussão, o grupo conversou sobre os limites que a interatividade pode ter de acordo com as características de sua interface, que, por sua vez, podem ser virtuais ou digitais. Abordamos, também, como certas tecnologias interativas que vem surgindo no mercado tecnológico não são tão interativas assim, ou seja, são "reativas", assim como aponta Husman Haque no texto Arquitetura, interação e sistemas (2006). Essa caracterização de reativas ou quase-interativas são atribuídas a essas interfaces pois as respostas da interação do usuário já são pré-definidas no modelo programado no algoritmo que compõe a interface. As interfaces virtuais, contudo, podem ser capazes de oferecer interações mais programáticas (acaso) e dinâmicas do que algumas que são meramente digitalizadas e finalisticamente pré programadas.
rodada 3
sala 9 (discussão sobre "objeto", não-objeto e quase-objeto)
Na terceira rodada a discussão discutiu bastante os elementos do texto Teoria do não-objeto (1950), do escritor e poeta Ferreira Gullar, relacionando-os com o texto Design: obstáculo para a remoção de obstacúlos? (2007), do Vilém Flusser. Falamos sobre como os objetos desencadeiam uma série de "problemas" que precisam de sucessivos objetos (com mais problemas) para serem resolvidos e como o não-objeto tenta escapar dessa ordem pré-estabelecida de criação a partir dos preceitos já estabelecidos no imaginário e nas instituições culturais do autor daquela determinada obra.
rodada 4
sala 15 (discussão da passagem de presentação para representação)
Aqui nesta última discussão abordamos as principais diferenças apontadas nos texto entre não-objeto e quase-objeto e nas diferentes maneiras nas quais esses dois podem ser (re)presentados. Falamos aqui da superação e da superação da moldura que Gullar (1950) aponta em seu texto e nas diferentes maneiras que um não-objeto poderia ser presentado ao espectador e nas maneiras em que este pode interagir e participar diretamente da "produção" deste não objeto. Chegamos a conclusão de que o quase-objeto pode, em panorâma geral, apresentar uma interface mais limitada a interação e participação externa do que os não objetos, uma vez que este último compõe fatores que desconstroem a limitação e a separação entre expectador e obra.
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