questões sobre o texto "teoria do não-objeto" de ferreira gullar A teoria do não-objeto, proposta por Ferreira Gullar em meados dos anos 50, pretende, à grosso modo, propor uma reflexão sobre o iminente processo de subversão dos limites da produção e da experimentação da arte, tanto por parte do artista quanto por parte do espectador. Ferreira Gullar pretende ao longo do texto desconstruir a noção de um espaço delimitado e metafórico de contemplação de uma determinada obra e propor uma transcendência e uma ressignificação do espaço, então limitado a alojar e proteger sua respectiva obra enquadrada ali. Gullar propõe, então, um abandono definitivo da superfície onde uma pintura, por exemplo, é representada e contemplada, de forma que esta se realize e se produza e reproduza no espaço que transcenda o espaço delimitado de sua moldura, se afastando, dessa maneira, de suas origens e de suas espacialidades pré-determinadas e tornando-se, de fato, objetos especiais ou não-objetos. ...
Pode-se apontar que o aspecto de proporção, trabalhado na produção dos discos, é uma característica bem interessante da composição estrutural do objeto paramétrico, pois permite uma exploração com relação ao ordenamento das peças, podendo realizar sua montagem de forma crescente, decrescente e variada. Se faz perceptivo que o conjunto pode ser disposto de forma vertical ou horizontal, em que está última posição, pode apresentar uma variação com relação à inclinação do seu eixo, de acordo com a colocação dos disco, além de favorecer um movimento de rolamento. Portanto, evidentemente, quando os discos de mesmo diâmetro são colocados em extremidades distintas, pode-se perceber que o conjunto tende a assumir uma inclinação quase nula.
ResponderExcluirHaja vista as colocação apresentadas, sobre o mecanismo de funcionamento do objeto paramétrico, acredito ser necessário uma exploração maior dos aspectos físicos das peças, para que se torne viável uma exploração mais ampla por parte do indivíduo. Deve-se ter em mente que quando produzidas com apenas um corte ao meio e dispondo um cilindro no conjunto, se torna imperativo a ação que se deve realizar, pois caso contrário o objeto não poderia assumir um configuração espacial. Ademais, se torna perceptível que a configuração assumida por algumas peças, pode gerar a inutilização de outras, logo, acredito ser fundamental desenvolver um pouco mais esse aspecto, de forma que a integração das partes fiquem a critério do usuário.