O projeto de intervenção feito pelo grupo no espaço escolhido no MHNJB passou por diversos processos, desde a escolha do local, até o planejamento e a própria produção da intervenção. Para falar sobre a intervenção em si, podemos começar citando como o projeto foi concebido em inicio até a sua forma final que deu início à produção física em si.
Nas etapas iniciais da proposta de intervenção, a ideia era achar um jeito de integrar todo o espaço que compunha o Jardim Sensorial de forma que o ambiente inteiro se encaixasse nessa proposta sensorial. Inicialmente algumas ideias foram trabalhadas como a inserção de uma "cortina" de tecido para tentar trabalhar a diluição do pórtico inicial, o que acabou se provando algo que criaria um efeito contrário ao que gostaríamos de atingir.
Além disso, foi pensado também o uso de uma espécie de fonte de agua, que trabalharia o som ambiente, que seria trabalhado também com o uso de carrilhões de bambu na entrada. Uma ideia que se manteve, apesar de ter sido aprimorada eventualmente, desde o começo, foi o uso de superfícies coloridas para a refração da luz solar. A partir do primeiro storyboard, algumas dessas ideias foram evoluindo, como a substituição da cortina de tecido por um sistema de CDs, que causaria um efeito de reflexão da luz do Sol na entrada. Ouras ideias como o uso de projeções e jogo de luz em espelhos foram pensadas e testadas, porém eventualmente descartadas por se mostrarem inviáveis.
Eventualmente, após trabalhar em cima das ideias iniciais, chegamos ao plano final, que consistia de um sistema de sensor de movimento na entrada, que seria acionado com a passagem do visitante, e acionaria um som que o convidaria a entrar no ambiente, além de visualmente trabalhar na entrada também um sistema de "trepante", que faria a reflexão da luz solar e conectaria o exterior do espaço com o interior. Durante todo o percurso interno, seria colocada uma cobertura colorida que faria a projeção da luz solar no chão e nas paredes, trabalhando os recursos visuais, assim como o trepante que continua desde fora também durante o percurso todo, e no espaço vazio, um jogo de tecidos dispostos sobre fios tensionados.
Para a produção de todos esses componentes, diversos testes foram feitos para descobrir quais seriam os materiais e técnicas ideais a serem aplicados nesse caso, e por fim os materiais usados foram: papel celofane para a cobertura colorida, em conjunto com uma mistura de linha de nylon e elásticos, manta térmica para o trepante, tecidos variados, e componentes eletrônicos como os sensores de movimento que usavam o sistema Hidra para funcionarem.
Abaixo estão algumas imagens e vídeos de registro do processo de produção no espaço e dos resultados.



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